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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ABOL disponibiliza estudo inédito a respeito da atividade dos Operadores Logísticos no Brasil







Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) publica em seu site oficial a íntegra do Sumário Executivo (SE) do trabalho

Qual é o tamanho do mercado que os Operadores Logísticos representam e qual é a importância do segmento para a economia brasileira? Até agora eram escassos os dados a respeito de setor.

Para atender a esta demanda, a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) empreendeu estudo inédito que contextualiza as atividades dos Operadores Logísticos no Brasil. O trabalho foi desenvolvido em conjunto pela Fundação Dom Cabral (FDC), KPMG Transaction and Forensic Services e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados Associados.

Os resultados do trabalho estão contidos em três volumes, os quais, juntos, somam 777 páginas, com título central Operadores Logísticos: panorama setorial, marco regulatório e aspectos técnico-operacionais, que trazem informações valiosas para todas as empresas do segmento, bem assim é um recurso fundamental para a academia e poder público no maior e melhor aprofundamento da atividade.

Como forma de facilitar o acesso aos interessados e tornar o trabalho de conhecimento público, a ABOL decidiu publicar no seu site oficial: www.abolbrasil.org.br o Sumário Executivo (SE). “Nosso objetivo é que o maior número possível de pessoas tome conhecimento a respeito da grandeza e da importância que o segmento de Operadores Logísticos ocupa no Brasil. Mesmo ainda não regulamentado, o setor gera mais de 700 mil postos de trabalho (diretos e indiretos), tem receita bruta superior a R$ 44 bilhões ao ano e arrecada mais de R$9 bilhões entre tributos e encargos, dentre muitos outros números de elevada relevância para a economia nacional”, revela o diretor executivo da ABOL, Cesar Meireles.

Abaixo, mais informações a respeito do trabalho. Para acesso ao conteúdo do Sumário Executivo (SE), entre no site: www.abolbrasil.org.br.

Como o estudo foi desenvolvido
O primeiro estágio do trabalho constou em ampla discussão para a definição da taxonomia do Operador Logístico no Brasil. Essa análise contou com um aprofundado estudo da legislação brasileira e o contexto factual da atividade, cruzando as análises fiscais, tributárias, trabalhistas, previdenciárias e sindicais para que nenhum critério ficasse alheio ao estudo.

Para estruturar as análises contidas no trabalho, foram consultadas 81 fontes, entre operadores logísticos nacionais membros e não membros da ABOL, Operadores Logísticos internacionais, embarcadores de diversos segmentos, empresas públicas, especialistas de mercado, acadêmicos, publicações e associações nacionais e internacionais dos Estados Unidos, Portugal, Austrália, Alemanha, Argentina, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Finlândia, Canadá, Bélgica e Holanda.

A pesquisa contou com a participação de 1.153 empresas prestadoras de serviços logísticos que receberam um questionário eletrônico minuciosamente elaborado por profissionais da KPMG, da Mattos Filho e da FDC. Além do envio do questionário, a equipe responsável pela pesquisa realizou contato telefônico direto com 166 empresas que representavam os maiores players da lista.
Dessa pesquisa despontaram 159 empresas que compõem, de acordo com o estudo, o mercado de operadores logísticos brasileiro. Foi esse o universo utilizado como objeto para todas as demais análises realizadas durante o trabalho.

Os números do setor
A partir da soma do faturamento bruto das empresas caracterizadas como Operadores Logísticos, a ABOL constatou que o setor apresenta um faturamento bruto total de R$ 44,3 bilhões, faturamento este que faz com que o segmento corresponda a 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (observado no ano de 2013), que somou R$ 4,8 trilhões de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quando inseridos no ranking das indústrias nacionais, os operadores logísticos ocupam a 16ª posição em faturamento bruto, à frente de setores gigantes como a indústria têxtil, a fabricação de caminhões e ônibus, de equipamentos de informática e de eletrodomésticos e o segmento de biocombustíveis. As 159 empresas identificadas pela pesquisa contribuíram, em 2013, com R$ 9,2 bilhões em impostos, sendo R$ 2 bilhões em encargos trabalhistas e R$ 7,2 bilhões em tributos. Constatou-se também que, em 2014, os Operadores Logísticos apresentaram um volume de funcionários diretos empregados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 177.521 indivíduos, enquanto os colaboradores terceirizados somaram 66.031. Com isso, no ranking das indústrias que mais geram empregos, os operadores logísticos aparecem na 11ª posição, junto ao bloco da indústria química, têxtil e metalúrgica, confirmando ser intensiva de mão de obra.
Fonte: KPMG, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e Fundação Dom Cabral (FDC).

A importância da Regulamentação
Apesar de toda a sua representatividade para o desenvolvimento do País, constatada pelos números acima, os Operadores Logísticos ainda não possuem uma identidade reconhecida, uma Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) específica. Sem esta identidade constituída, dificulta-se a elaboração do planejamento estratégico, fiscal, econômico, tributário, previdenciário, sindical e trabalhista no longo prazo, expondo o setor a níveis importantes de insegurança jurídica.

É preciso que o setor seja regulamentado o mais breve possível. “A logística é uma atividade em constante crescimento e os governos precisam prestar mais atenção a ela. A relação entre tomadores e prestadores de serviços está cada vez mais sofisticada e, os contratos que regem essas atividades, ultrapassam em muito os conceitos simples de transporte e armazenagem, tornando a atividade logística parte integrante da cadeia produtiva como um todo”, explica o coordenador do núcleo de Infraestrutura, Logística e Supply Chain da Fundação Dom Cabral, Profº PhD Paulo Resende. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo da ABOL, Vasco de Oliveira Neto, “o estudo fornece muita substância para que se possa atuar junto aos mais diversos órgãos do governo. Ele dá subsídios para que os operadores logísticos exerçam uma interlocução com todas as frentes possíveis para criar um ambiente regulatório propício à atividade e cada vez mais focado nas necessidades das empresas do setor” finaliza.

sábado, 15 de agosto de 2015

A DEFASAGEM DO TRANSPORTE HIDROVIÁRIO NO BRASIL

A maior reserva de água doce do mundo. A maior bacia hidrográfica do planeta, do rio Amazonas. O quarto maior potencial hidroviário do mundo, com 50 mil quilômetros de rios navegáveis. Isso sem contar na costa navegável de 7,5 mil km de extensão com mais de 30 portos instalados.
Ainda assim, o país tem grandes dificuldades de logística, com baixo aproveitamento do potencial hidroviário. Além de contribuir para o crônico gargalo logístico do país, esse cenário gera prejuízos socioeconômicos, encarecendo a produção e reduzindo a competitividade dos produtos e empresas brasileiras.
O país já teve a maior frota de cabotagem do mundo que, apesar do otimismo do setor para o ano, ainda é subutilizada. Algumas pesquisas apontam que a melhor utilização da riqueza hidrográfica do país poderia tornar os custos de transporte do país até 50% inferiores aos atuais. Isso sem considerar os ganhos em segurança, benefícios socioambientais e versatilidade logística.
transporte hidroviario brasil
Segundo dados do Banco Mundial, o potencial hidroviário do Brasil é menor somente que o de China e Rússia (os dois maiores países do mundo), além da União Europeia. No entanto, o país utiliza apenas 28% deste potencial, com 14 mil quilômetros de hidrovias. Os Estados Unidos têm um potencial menor (41 mil quilômetros), porém usa toda sua capacidade regularmente.
Com investimentos na construção de hidrovias e incentivos à cabotagem, o país adicionaria muito valor à sua estrutura logística e geraria benefícios ao Custo Brasil. Um planejamento intermodal, ligando essas estruturas a ferrovias e rodovias, pode trazer uma revolução na economia nacional, com uma produção mais competitiva, possibilitando maiores exportações, gerando emprego, receita e a retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O transporte pela água ainda contribui para um desenvolvimento sustentável. Pesquisas apontam que o modal hidroviário apresenta uma eficiência energética 29 vezes superior, um consumo de combustível 19 vezes menor, e uma emissão de gases poluentes seis vezes inferior ao modal rodoviário.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apenas 11% das rodovias brasileiras são asfaltadas. O modal rodoviário custa três vezes e meia mais que o ferroviário e nove vezes mais que o fluvial.
Além da contribuição para a eficiência logística, o modal hidroviário melhora a qualidade do ar com a menor emissão de gás carbônico e reduz o número de congestionamentos e acidentes.
A matriz de transportes brasileira é liderada pelo modal rodoviário, que representa 65,6% do total. O ferroviário tem ferroviário 19,5%, a cabotagem 9,6%, o dutoviário 3,4% e o hidroviário apenas 1,8%.
Os gargalos logísticos são um dos principais entraves da economia nacional, afetando a produção agrícola, industrial e comercial no país. Apenas na agricultura, cerca de 50% de nossa produção é escoada nas rodovias. O prejuízo dos produtores de todo o Brasil por conta da ineficiência logística chega a R$ 9,6 bilhões. Além das perdas serem significativas para a economia brasileira, elas têm crescido a uma taxa média de 6% ao ano.
O Brasil ficou na 65ª posição do Logística Index Performance 2014, índice avaliativo de qualidade logística criado pelo Banco Mundial, que analisa 160 países. Em 2012, o Brasil ocupava a 45ª posição. A lista é liderada por Alemanha, Holanda e Bélgica.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Jamef e sua Infraestrutura

A logística vem se ampliando cada vez mais no mercado brasileiro, a crise não se torna um fator complicado para esse ramo, pois o papel da logística é ultrapassar todas essas barreiras e contribuir para a economia de forma significativa. Com isso empresas privadas vem tomando espaço nesse mercado abrangente, é o caso da Jamef. Empresa com 52 anos no mercado, e por possuir um diferencial com sua frota fornecendo um serviço com segurança, rapidez e transporte de cargas fracionadas, vem crescendo a cada dia fidelizando seus clientes na tentativa de se tornar a maior empresa privada nesse ramo.

Veja com mais detalhes abaixo, um pouco da infraestrutura da Jamef:

Frota

Nossa frota é composta por mais de 800 veículos adequados à todas as  necessidades de transporte:
  • Utilitários
  • Leves
  • Médios
  • Semi-pesados
  • Pesados
Toda a frota é rastreada via satélite, 24 horas por dia, e equipada com rádio de comunicação e sistema de telemetria, permitindo um monitoramento preciso e em tempo real.

Contamos com profissionais qualificados e especialmente treinados para assegurar a perfeita manutenção e disponibilidade dos veículos da frota. A manutenção preditiva (análise periódica de componentes vitais dos veículos) é controlada visando garantir a segurança e disponibilidade da frota. Já as manutenções preventivas e corretivas são realizadas em concessionárias autorizadas pelos respectivos fabricantes.
Além disso, toda a padronização da frota é feita com tintas especialmente desenvolvidas para o padrão de cores Jamef. 
Tudo isso para garantir a agilidade e segurança na entrega das suas encomendas!
Frota



Segurança

Transportar a carga com eficiência, agilidade e segurança é o nosso compromisso.
Por isso, investimos constantemente em tecnologia e treinamento de nossos colaboradores.
A frota Jamef é 100% rastreada via satélite, 24 horas por dia, 07 dias por semana e equipada com sistema de comunicação, o que garante não apenas a segurança, mas também o monitoramento das mercadorias e a localização exata da carga, em tempo real.
Todas as mercadorias são identificadas com uma etiqueta com código de barras exclusivo, permitindo o rastreamento total durante todo o transporte.
Sempre que necessário, o veículo da Jamef é escoltado desde a coleta até a entrega, garantindo maior segurança no transporte em áreas de risco.
Além disso, a Jamef possui apólices de seguro  com valores diferenciados para cobertura durante o transporte e um eficiente sistema próprio de gerenciamento de riscos para que você tenha sempre um serviço de alta qualidade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Itapoá passa a pesar cargas diretamente nos guindastes

RTGS realizam a pesagem dos contêineres, agilizando a movimentação dentro do terminal catarinense

O Porto Itapoá (SC) passou a oferecer aos importadores e exportadores que utilizam seus serviços a pesagem das cargas diretamente no guindaste empregado na movimentação dos contêineres dentro do pátio do terminal.
O trabalho de implantação da novidade durou cerca de seis meses e a utilização do recurso foi agora autorizada pela Receita Federal. De acordo com o próprio porto, a iniciativa é pioneira dentre os terminais marítimos da Região Sul do Brasil.



A pesagem das cargas é realizada, usualmente, nos gates dos terminais, mas a aplicação do sistema diretamente nos RTGs (sigla em inglês para rubber tyre gantry crane) deve proporcionar mais agilidade nos processos de entrada e saída de caminhões no porto, reduzindo o tempo de permanência dos veículos dentro do complexo.
“A inovação é a principal alternativa das companhias quando é preciso criar diferenciais competitivos para os clientes”, destaca o presidente do Porto Itapoá, Patrício Junior. “Queremos ser reconhecidos não apenas pelo volume, mas por fazer parte das empresas que se inspiram diariamente para oferecer ao mercado as melhores vantagens no setor portuário, investindo em tecnologia, desenvolvimento de pessoas e crescimento sustentável das operações”, diz.
Quando cita o volume movimentado em Itapoá, o executivo refere-se à marca de 1 milhão de contêineres atingida pelo porto no mês de julho, apenas quatro anos depois do início de suas operações, em meados de 2011.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Jamef lança nova ferramenta para e-commerce


Tecnologia SOAP (Simple Object Access Protocol) permite obter informações mais precisas em relação aos dados da entrega

jamef-nova-filial




A empresa especializada em transporte de cargas fracionadas Jamef lança uma novidade em seu sistema de comércio eletrônico para o cliente. Com a nova tecnologia, será possível ter informações mais precisas em relação aos dados da entrega.

A nova tecnologia SOAP (Simple Object Access Protocol) já é utilizada como padrão pelo Governo Federal para todas as integrações e geração dos documentos fiscais eletrônicos como NFe, CTe, MDFe etc.
Segundo a companhia, outras mudanças importantes foram a inclusão do prazo de entrega e o CEP como informação direta dentro do site dos clientes.
“Com a reestruturação, atendemos uma solicitação antiga e adicionamos o retorno do prazo de entrega para os sites dos nossos clientes também conseguirem consumir este serviço. Além disso, a maioria dos sites de e-commerce solicitam dos seus clientes o CEP para cálculo do frete e prazo de entrega”, diz André Luiz pereira David Costa, gerente de TI da Jamef.
Na versão antiga, a Jamef apenas fornecia a opção de pesquisa solicitando o Município e UF de destino, ficando a trabalho do site converter o CEP para município antes de utilizar o serviço. “Agora não, o site pode repassar a informação CEP direta para a rotina que identificamos internamente as informações necessárias para o cálculo do frete e prazo de entrega”, explica.

 Fonte: www.transportabrasil.com.br

quarta-feira, 29 de julho de 2015

INFOGRÁFICO – AS PRINCIPAIS RODOVIAS DO BRASIL

O Brasil é um país de dimensões continentais e, apesar de ter uma costa marítima e uma bacia hidrográfica perfeitamente navegáveis, elas são muito pouco exploradas para a logística. Historicamente, o transporte rodoviário sempre foi dominante, com reduzidos investimentos às modalidades ferroviária e fluvial.
Estima-se que mais de 60% das cargas sejam transportadas pela via rodoviária. O Brasil tem a quarta maior rede de estradas e rodovias do mundo, em quase 1,8 milhões de quilômetros de extensão. A frota de caminhões e ônibus é estimada em cerca de 40 milhões de veículos. Assim, tem-se a conjuntura de dominância do transporte rodoviário com as principais rotas logísticas do país.
Produzimos o infográfico abaixo com as principais rodovias brasileiras. Confira!
Infografico - principais rodovias
Para mais informações sobre a LOG CP, acesse www.logcp.com.br.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Contrail aposta em modelo ferroviário para Santos

Empresa opera um hub intermodal no porto e quer aumentar volume de carga conteinerizada nos trens

Especializada em logística ferroviária, a Contrail Logística surgiu no mercado apostando no aumento da procura dos embarcadores por opções de acesso ao Porto de Santos (SP) que fujam dos gargalos rodoviários. Ela acredita também no aumento da carga ferroviária conteinerizada no porto paulista, que hoje representa apenas 2% do total movimentado. A empresa foi criada em novembro de 2010 por meio de uma parceria entre a consultoria de transportes e logística EDLP – Estação da Luz Participações – e a MRS Logística, tendo como sócio o fundo de infraestrutura BTG Pactual.

“Hoje, o volume de carga que chega a Santos em contêineres por ferrovia é desprezível, e nosso objetivo é justamente fomentar o volume de contêineres na ferrovia, além de otimizar o fluxo reduzindo as viagens dos contêineres vazios e, de quebra, aumentar a utilização do trem para cargas de alto valor agregado”, conta Maurício Quintella, presidente da Contrail.
O modelo adotado pela operadora se baseia num tripé formado pelos centros ferroviários de consolidação de cargas (CFCCs) – terminais intermodais localizados no interior que funcionam como consolidadores de cargas; pelos vagões Double Stack, que levam dois contêineres empilhados e otimizam a eficiência dos trens em até 150%; e pelo Terminal Intermodal do Porto de Santos (Tips), que começou a operar no final do ano passado.
O plano da Contrail prevê a implantação de sete CFCCs na capital e no interior do estado de São Paulo, onde serão realizados serviços de recebimento, armazenagem, estufagem e desova de contêineres, desembaraço aduaneiro e embarque nos vagões. Os terminais funcionarão ainda como depots de contêineres vazios.
Já o Tips está localizado na entrada do porto, equidistante dos terminais das duas margens, e funciona como um pulmão para o sistema ferroviário, sendo estratégico para a formação dos trens e triagem dos contêineres que posteriormente são embarcados para os terminais portuários de Santos. O Tips tem 300 mil m² e é dotado de duas linhas de 800 metros para carga e descarga dos trens, o que permite uma operação rápida, sem a necessidade de manobrar a composição, otimizando a utilização dos vagões e locomotivas. “O Tips é fundamental para sustentar nosso crescimento e atendermos o volume esperado de contêineres por ferrovia no Porto de Santos”, diz Quintella, informando que a capacidade do terminal é de até 1,2 milhão de TEUs.
No modelo adotado pela Contrail, ela oferece a solução logística porto a porta ao cliente, faz a gestão de todos os elos da cadeia intermodal, que consiste na entrega e na distribuição no interior e no porto, as movimentações necessárias e o transporte ferroviário.
Quintella afirma que a crise atual, que trouxe redução de volumes movimentados em Santos, faz com que os gargalos de acesso ao porto fiquem temporariamente esquecidos, mas acredita que as grandes empresas estão preocupadas em ter uma opção quando a economia retomar, por isso aposta na ferrovia. “O Sistema Anchieta-Imigrantes está esgotado e uma nova opção rodoviária para transpor a Serra do Mar não parece viável no médio prazo. O trem é a opção mais lógica, uma vez que já está disponível e é mais competitivo e sustentável”, garante.
Além disso, outra preocupação dos clientes, que é a pontualidade das entregas devido à limitação de passagem da MRS pelas linhas de trens urbanos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo, também não se justifica. “Eu sempre digo que, justamente pelo fato de ter de respeitar a janela de passagem, a MRS é muito pontual, pois, se não cumprir o horário, perde a janela e tem prejuízos enormes. Hoje, a operação para Santos funciona muito bem”.
Já o diretor Operacional da Contrail, Rodrigo Paixão, lembra que, ao considerar apenas a distância entre a origem das cargas e o porto, a opção ferroviária não se justificaria. Porém, dado o contexto de acesso ao porto e a serra a ser transposta, a equação fecha. “Fizemos um estudo que indica que 76% de nossas cargas estão a, no máximo, 200 km entre a origem e o porto, o que tornaria o caminhão imbatível. Só que não se pode levar em conta apenas um fator. No custo total da operação, a ferrovia se justifica”, afirma, colocando que não se trata apenas de comparar o frete ferroviário com o rodoviário. “Pelas condições que os caminhoneiros estão oferecendo hoje, é muito difícil competir em custo. Mas os clientes estão olhando além do frete e buscando confiabilidade, rastreabilidade em tempo real, segurança e nível de serviço, que é o que a Contrail oferece”.

Serviços

Hoje, o principal serviço oferecido pela Contrail é a ligação intermodal da região de Campinas e São José dos Campos para Santos, que já se encontra em operação e com sucesso. Na região, a companhia opera em um terminal da Rumo Logística em Sumaré e está desenvolvendo um novo ativo junto à MRS em Jundiaí.
O serviço tem tido demanda. Há três meses, por exemplo, a Contrail assumiu 100% das operações dos eletrônicos da LG que chegam de Manaus a Santos por cabotagem. “Somos responsáveis pela carga desde sua retirada no porto até a entrega no centro de distribuição da LG em Cajamar, na Grande São Paulo. É uma operação emblemática, porque conseguimos trazer para a ferrovia uma carga que é de altíssimo valor agregado e com um volume importante. Com isso, estamos criando um produto novo para este tipo de mercado, que era refratário ao uso do trem e que tem um cuidado muito grande com sua carga”, diz Quintella. Segundo ele, a operação não causa conflito com os armadores, que são parceiros no desenvolvimento do trem. “Eles estão nos ajudando também a otimizar o uso dos contêineres”.
Dentro do conceito de reaproveitamento de contêineres vazios, a Contrail criou uma operação para commodities agrícolas em Uberaba (MG). A empresa arrendou um terminal dotado de um silo onde recebe os grãos, armazena, estufa nos contêineres e leva para Santos, fazendo ainda a análise de qualidade e o controle do fluxo para os clientes. “Foi uma oportunidade que aproveitamos, e acabamos criando um produto novo para o agronegócio. Por enquanto, o transporte é 100% rodoviário, mas temos planos de levar este serviço para o trem também”, afirma Quintella. Além dos grãos, a empresa começou a operar com o açúcar, a partir de Campinas, que já desce estufado em contêineres para o porto.
Para Quintella, o grande benefício do modelo da Contrail é a possibilidade de consolidação da carga tanto no interio quanto próximo ao porto “Praticamente a metade dos contêineres que sobem ou descem para Santos está vazia, porque utilizam a rodovia. A pulverização do mercado rodoviário impede a formação de hubs, o que nós conseguimos. O transbordo da ferrovia acaba agregando valor, pois reaproveitamos os contêineres vazios. O terminal é um ponto fundamental neste sistema logístico e é nisso que estamos apostando”, finaliza.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Empresas se unem para fabricar novos caminhões: os smart trucks

A empresa Daimler Trucks North America (DTNA), maior fabricante de caminhões pesados nos EUA, se tornou investidora na Zonar Systems, empresas de sistemas de informação voltada para frotas. O objetivo do investimento é aprimorar o desenvolvimento de veículos conectados da DTNA, os smart trucks.
caminhoes daimler
A parceria ajudará ambas as empresas a otimizar a logística de transporte por meio de do investimento em tecnologias de conectividade. “Nosso investimento na Zonar irá nos ajudar a colocar serviços conectados na estrada com mais velocidades e variedade. Nós estamos em parceria com uma empresa pioneira na área”, afirmou Wolfgang Bernhard, conselheiro administrativo da Daimler.
Com a tecnologia da Zonar, será possível rastrear um pálete assim que é carregado a um caminhão, levado a um contêiner, descarregado e levado ao destino final, seja armazém, varejo ou consumidor final.
Outra possibilidade prevista na tecnologia desenvolvida em parceria é que os caminhões possam enviar remotamente os relatórios de emissões de gases poluentes aos gestores de frota.
As empresas já trabalharam juntas por mais de cinco anos com o lançamento do Virtual Technician, um sistema remoto de diagnóstico de veículos.
caminhoes zonar systems
O CEO da Zonar Brett Brinton destacou que a relação entre as empresas será algo maior que a soma das duas partes. Para Brinton, motoristas e gestores de frota serão beneficiados com a combinação da análise da big data à tecnologia móvel da Zonar com a expertise de engenharia da DTNA.

Fonte: www.bloglogistica.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Combustível Alternativo

Conheça um tipo de combustível náutico mais limpo que o diesel e a gasolina

beijo_feadship
Com benefícios conhecidos desde 1980, o gás-para-líquidos foi desenvolvido pela Shell e pode ser, atualmente, uma solução menos agressiva ao meio ambiente. O combustível é obtido por meio do processo de Fischer-Tropsch – que produz hidrocarbonetos líquidos. Neste processo, a proporção de monóxido de carbono é alterada para hidrogênio, e o excesso de dióxido de carbono, removido usando solução líquida. O gás de síntese que resulta desta transformação é a substância a partir da qual todas as diferentes formas do GPL são sintetizadas. Este sistema remove grande parte das substâncias agressivas que estão negativamente associadas ao combustível tradicional, tal como o dióxido de carbono e o enxofre.
Com base nestes dados, a Feadship completou o seu primeiro – e, possivelmente, o primeiro da indústria – teste no mar utilizando o GPL. A empresa, que já vinha acompanhando a evolução da produção de gás-para-líquidos, lançou um projeto de pesquisa e desenvolvimento para teste do combustível. A análise do desempenho do novo combustível durante a navegação mostrou uma redução de 30% dos níveis de fuligem e de combustível não-queimado – deixando o sistema mais limpo e, assim, favorecendo a economia na manutenção –, além de 10% menos emissão de dióxido de carbono e nitrogênio. Prático, o GPL pode, também, ser utilizado em sistemas de abastecimento de corrente sem que sejam feitas alterações. A intenção é de que esta alternativa se torne amplamente disponível para que, assim, a redução de danos ao meio ambiente compense o aumento do custo monetário.

 Fonte: http://www.nautica.com.br/novo-combustivel/

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Notícias dos Setores

As vantagens da avaliação de fornecedores


O sistema de fornecimento impacta de forma direta nas atividades de uma empresa,alguns fornecedores exercem impactos maiores do que os outros, mas todos devem ser tratados com recurso fundamental para a organização. A falha no fornecimento pode acarretar a parada de uma linha de produção, por exemplo, ou causar a impossibilidade da empresa honrar os seus compromissos com clientes e dessa forma reduzir a sua lucratividade. Todos os relacionamentos críticos devem ser objeto de monitoramento, no intuito de evitar o envolvimento, mesmo que involuntário, da empresa com atividades ilícitas. 

O fornecedor quando não é homologado pode trazer passivos à empresa e prejudicar sua imagem perante os stakeholders. É grande o risco nas empresas em contratar fornecedores envolvidos em práticas ilegais, tais como trabalho infantil, falsificações de registros, crimes ambientais, corrupção e propina, tendo em vista que a empresa pode de certa forma ser correlacionada a envolvimentos com fraudes fiscais e produtos contrabandeados.

O processo de homologação de fornecedores minimiza os riscos do fornecimento e garante maior poder de negociação, segurança e confiabilidade em compra. Desde empresas que fornecem pequenas cotações de produtos, como material de escritório, até aquelas que fornecem produtos ou serviços que são imprescindíveis para a atividade fim da companhia, igualmente os seus respectivos fornecedores, diretos e indiretos, estão correlacionados nessa operação e podem por meio de soluções criativas gerarem benefícios e maior rentabilidade para ambas as partes.

Por esta razão, homologar fornecedor é uma vantagem competitiva, além de proteger a empresa de participar de atos ilícitos e fraudes que comprometam sua imagem no mundo corporativo. A homologação de fornecedores também contribui com diversos fatores, entre eles, a redução de custos, o melhor desempenho das atividades, a saúde financeira, as preocupações ambientais e sociais, a avaliação técnica, o alcance da qualidade pretendida, etc. A área de compras tem responsabilidade perante seus fornecedores e parceiros comerciais, portanto as empresas têm procuram relacionar-se e buscar fornecedores que atuem com ética e idoneidade no mercado, sendo transparente em suas relações comerciais e assegurando o melhor relacionamento em todo sistema de fornecimento.

Fonte: www.achilles.com

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Empreendedor x Logística: O segredo do sucesso está aqui.



Empreendedor x Logística: O segredo do sucesso está aqui.

Quem nunca passou por situações como: Atraso na entrega de algum produto ou serviço; Fornecedor que deixa na mão quando você mais precisa; Ter uma demanda efetiva muito diferente da prevista.
Pois é! Essas e outras situação fazem parte do dia a dia dos empreendedores, comprar, vender, atender, negociar, entregar. A gestão exige uma multidisciplinaridade, e é na logística onde podemos encontrar muitas explicações e repostas para essas questões.
De origem militar, a logística evoluiu histórica e gerencialmente, a partir do surgimento do conceito de logística empresarial, nada continuaria a ser como antes. Ferramentas, técnicas e conceitos foram sendo aplicados para aumento de eficiência e busca por resultados. Com o surgimento e ascensão do e-commerce, o produto deixou de ser o ator principal, dividindo palco com o serviço, ou seja, a palavra de ordem passou a ser excelência na prestação do serviços logísticos, tanto no fluxo físico como no fluxo de informações.
Apesar de muitos acreditarem, que o único fator que leva a falência das pequenas empresa  tem relação direta com o desconhecimento do negócio. Hummm! Digo que em partes sim! Mas, outro aspecto que interfere diretamente é a falta da aplicabilidade da Gestão da Cadeia de Suprimentos, como facilitador de todo um processo que envolve fornecedores e clientes.
Não importa se o negocio é pequeno, médio ou grande, a questão é que todo negócio tem como objetivo principal a satisfação do cliente, e baseado nisto, ter um olhar “glocal” faz toda a diferença. Visualizar e acompanhar o que acontece externamente, como fornecedores, parceiros, clientes, concorrentes, ao passo que seus processos internos devem estar bem delineados para atendar os objetivos propostos. Com sucesso é claro!
Saiba como as empresa estão utilizando a logística para melhorar a gestão do seus negócios. Acesse o link abaixo:
Fonte: sbmlogistica












segunda-feira, 8 de junho de 2015

Combilift oferece solução de movimentação para cargas paletizadas em corredores estreitos

CombiliftA linha de empilhadeiras articuladas Aisle Master fabricadas pela Combilift trabalha em corredores estreitos, permitindo aumentar o volume de cargas armazenadas.
O equipamento reduz a largura de corredores e possibilita que um centro de distribuição, por exemplo, tenha uma área útil 20% maior para estocagem.
As empilhadeiras Aisle Master também podem ampliar o número de posições para estocagem, além de operar em qualquer tipo de piso, dentro e fora de prédios.
São fáceis de operar e disponíveis em versões elétricas ou GLP, com capacidade para até 2.500kg. Além de reduzir o tamanho da frota, a articulada pode fazer o trabalho de empilhadeira contrabalançada e retrátil.  Trata-se de uma solução de movimentação perfeita para cargas paletizadas. O equipamento é capaz de executar suas operações em corredores estreitos de 2m, empilhando até 15,6m. Um dos principais focos de atuação da empresa está nas operações de distribuição, especialmente o mercado de centros logísticos que tem se expandido e modernizado no Brasil. A oferta de galpões de alto padrão deve crescer mais de 50% no Brasil até 2017, para 37,4 milhões de m2, prevê a consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle (JLL), e a otimização de espaços é o grande desafio do setor. Não basta os “galpões” terem pé-direito de 12 metros, isolamento acústico e térmico e piso nivelado a laser, com capacidade de cinco a seis toneladas por m2. São necessários avanços operacionais que permitam a implantação de soluções customizadas de movimentação de grandes volumes, caso da linha de empilhadeiras articuladas da Combilift.

Fonte: www.imam.com.br

sábado, 6 de junho de 2015

Dia da Logística – 6 de junho

O Dia da Logística é comemorado hoje, no dia 6 de junho, em homenagem àquela que é considerada a maior operação logística da história, o desembarque das forças aliadas na Europa na Normandia, no noroeste da França, na II Guerra Mundial. A data que ficou conhecida como “Dia D”.
Se a logística começou como uma atividade militar, com os deslocamentos constantes de recursos para suprir as tropas, hoje ela é uma prática fundamental que está presente em basicamente todas as atividades econômicas.
Somente no Brasil, o setor movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano. Necessária para o desenvolvimento econômico e a eficiência dos setores produtivos, o segmento deve ser foco de grandes investimentos nos próximos anos no país.
Para celebrar o dia e reforçar a importância da logística, a LOG CP criou um infográfico para mostrar porque este setor é um dos protagonistas da economia brasileira.


Fonte: bloglogistica

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Aliança finaliza investimento em novos navios da cabotagem

NavioAlianca Barto BaixaA Aliança Navegação e Logística, empresa do Grupo Hamburg Süd, após finalizar o investimento de R$ 700 milhões na compra de seis novos porta-contêineres, os maiores a operar no transporte costeiro no Brasil, com capacidades que variam de 3.800 a 4.800 contêineres, direcionará o foco para infraestrutura operacional terrestre.
Como estratégia, a Aliança criou a ATM - Aliança Transporte Multimodal para atender às necessidades do mercado com ênfase maior no transporte terrestre. A empresa ampliou sua infraestrutura para recebimento, armazenagem, paletização, consolidação, desconsolidação e entrega de cargas a partir dos portos de Itapoá, em Santa Catarina e Chibatão, em Manaus.
De acordo com Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança, após a renovação da frota, em 2015 a empresa disponibilizará a infraestrutura operacional necessária para garantir o nível de serviço no transporte multimodal e na geração de serviços de alto valor agregado às cadeias logísticas dos clientes. “Assim, pretendemos alcançar um crescimento de volume em torno de 10% em relação ao ano passado”, afirma.
Outro foco importante da Aliança para o ano é aumentar ainda mais a atuação da empresa no transporte de cabotagem de carga de projeto. Em 2014, a empresa afretou um navio do tipo multipropósito para carregar equipamentos com grandes dimensões e volumes, entre eles, transformadores, reatores, turbinas, entre outros. Nomeado de “Aliança Energia”, o navio tem capacidade para transportar, aproximadamente, 19 mil toneladas de carga e é equipado com três guindastes, que juntos podem içar peças de até 800 toneladas.

domingo, 24 de maio de 2015

INFOGRÁFICO – A ÚLTIMA MILHA

Um dos principais desafios para a logística é a “última milha”, a rota final de entrega, entre Centro de Distribuição para o consumidor. Segundo pesquisas, esta última etapa do processo tem custo de até 20% do valor logístico. Ou seja, é um fator de grande relevância no resultado das empresas, principalmente as que operam com produtos de menor valor.
Com o crescimento do e-commerce brasileiro, otimizar as operações da última milha é essencial para as empresas de logística. A LOC CP criou um infográfico abordando os principais desafios e oportunidades para esse ponto da logística brasileira. Confira!
logcp-infograficos_ultima-milha
Para mais informações sobre a LOG CP, acesse www.logcp.com.br
Fonte: bloglogistica

quinta-feira, 14 de maio de 2015

MODELO DE OUTORGA PODE VOLTAR ÀS FERROVIAS BRASILEIRAS

O modelo de outorga poderá voltar a ser utilizado nas concessões das rodovias brasileiras.  Nele, é cobrado uma taxa pelo direito de exploração das linhas. O atual modelo, lançado pela presidente Dilma em 2011, não previa a taxa. Ganhava o leilão o candidato que oferecesse a menor tarifa nas ferrovias.
modelo outorga ferrovias
Há a especulação de que o retorno do modelo de outorga esteja atrelado às medidas de ajuste fiscal. Caso adotado, o modelo será usado nas ferrovias já concluídas e aquelas em finalização pela Valec, vinculada ao Ministério dos Transportes. Recentemente foi finalizada uma malha de 855 km da Ferrovia Norte-Sul, que liga Porto Nacional (TO) a Anápolis (GO).  A ferrovia ainda deve receber uma extensão de 669 km até o início do ano que vem.
No início do ano, a Valec começou a testar o modelo aberto de exploração ferroviária (conhecido como open access), no qual a estatal atua como gestora e vende capacidade de tráfego para companhias interessadas no transporte de carga. No modelo de outorga, apenas uma empresa se torna responsável por determinado trecho ferroviários.
Duas empresas de logística já apresentaram pedidos formatos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para atuar na Norte-Sul sob o novo modelo. A outorga pode gerar receitas de cerca de R$ 3 bilhões para os cofres públicos. As propostas são analisadas pelos ministérios do Transporte, do Planejamento, Fazenda e Casa Civil.
 A ideia do governo é manter aberta a possibilidade dos diferentes modelos de concessão, que serão determinados conforme o perfil do empreendimento.

Fonte: bloglogistica

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tendências para a logística em 2015

Já estamos começando o quinto mês do ano, mas sempre é interessante analisar as principais expectativas para o mercado da logística. Apesar de ser uma indústria de constantes mudanças, é importante acompanhar de perto as tendências que devem pautar as atividades da logística neste ano.
tendencias logistica
Crescimento do e-commerce
Já falamos sobre o crescimento do e-commerce no Brasil e o cenário global não é diferente. As vendas mundiais crescem por média 20% ao ano e devem alcançar US$ 900 bilhões ao final de 2015. Estimativas do instituto de pesquisa Forester Research indicam que o e-commerce representará 11% de todas as vendas do varejo norte americano.
Somente a Índia deve investir entre US$ 500 mi e US$ 1 bi em infraestrutura de logística voltada para o e-commerce. Esse cenário é extremamente otimista para o setor logístico, chave para que as empresas se diferenciem no mercado.
Visibilidade das operações e serviços para clientes
tendencia logistica
Com o aumento do nível de exigência dos clientes, a qualidade do serviço se tornará uma prioridade cada vez maior. Apenas o rastreio dos pedidos em tempo real não será mais suficiente. Há uma demanda por serviços integrados dentro da cadeia de suprimentos para reduzir o tempo de entregas e melhor o nível de satisfação.
Para tal, uso de softwares integrados aos e-commerces e às operadoras logísticas darão possibilidade aos clientes de gerir as formas de pagamentos, realizar outros pedidos, agendar entregas, ao mesmo tempo que permite às empresas a reduzir custos e esforços em serviços voltados ao consumidor.
Tecnologias móveis e na nuvem
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Transportadores e demais operadoras logísticas tem, cada vez mais, utilizado plataformas de computação na nuvem, que possibilitam o acesso a informações vitais de qualquer localização, reduzindo custos e promovendo melhor visibilidade de seus processos.
Crescimento do Big Data
Já falamos da crescente importância da Big Data na logística. As atividades de entrega, alfândega, formas de pagamentos geram um volume de informação enorme para as empresas do setor. Essas informações, usadas estrategicamente, se tornam um conhecimento único que pode tomar um papel fundamental na tomada de decisões das empresas.
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Um planejamento eficiente para o uso de sistemas de informação, relatórios detalhados, indicadores chave de desempenhos (KPI) otimizam a eficiência de toda a atividade de logística e Supply chain, além de proporcionar melhores preços e experiência de consumo aos clientes.
Sustentabilidade
Além de otimizar todos os processos para gerar valor para as empresas e consumidores, as atividades de logística têm uma preocupação cada vez maior com a sustentabilidade. Além de novas regulamentações em prol do desenvolvimento sustentável surgindo pelo mundo, a sociedade valoriza cada vez mais as corporações compromissadas com “iniciativas verdes”.
Inovações tecnológicas representam uma grande possibilidade para empresas gerarem menos resíduos e otimizarem o consumo de recursos. Isso vai desde galpões e contêineres com placas que absorvem energia solar até ações reutilização de água e gestão de rotas para reduzir gastos com combustível.
Demanda por profissionais capacitados
A logística envolve uma grande diversidade de atividades. Dessa forma, é uma indústria que exige uma gama de profissionais especializados, com foco em resultados e inovação. Com o crescimento dos negócios, a logística pode lidar com a falta de mão-de-obra capacitada. Uma boa oportunidade para estudantes e jovens profissionais para aprimorar sua formação em uma área primordial para o crescimento econômico global. E não somente em 2015.

Fonte: bloglogistica

quarta-feira, 29 de abril de 2015

VLI inaugura Terminal Integrador Guará Projeto faz parte do plano de investimento orçado em R$ 4 bilhões no Corredor Centro-Sudeste

A VLI inaugurou, no dia 23 de abril, o Terminal Integrador (TI) Guará, no interior de São Paulo. Com investimentos de R$ 83 milhões, trata-se da primeira unidade de transbordo rodoferroviário da companhia destinada exclusivamente a operações com açúcar. Cargas originárias de usinas dos estados de São Paulo e Minas Gerais chegam ao local por meio de transporte rodoviário.
Na unidade, são realizadas atividades de descarga dos caminhões, armazenamento e transbordo do commodity para os trens. Os vagões carregados seguem pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que é controlada pela VLI, até o Porto de Santos. A previsão de movimentação é 2,3 milhões de toneladas do produto por ano.
A construção do TI Guará visa atender à demanda crescente por alternativas para o transporte de cargas de açúcar, colaborando para a redução dos gargalos logísticos na cadeia nacional. “Faz parte da identidade da VLI querer transformar a logística do Brasil, e a construção deste terminal é um ponto importante neste processo”, diz o diretor-presidente da VLI, Marcelo Spinelli, presente na cerimônia de inauguração.
O TI Guará possui área construída de mais de 24 mil m², dentro de um terreno de 90 mil m², e conta com uma pera ferroviária interligada à FCA. Trata-se de uma solução logística em formato circular que possibilita o transbordo das cargas sem a necessidade de desmembrar o trem. “Essa solução diminui o tempo da operação, que costumava levar 75 horas, para 7 horas. Portanto, o ganho em eficiência é imenso”, explica Fabiano Lorenzi, diretor Comercial da VLI.
O terminal centraliza em um só local os carregamentos que antes eram feitos em quatro pontos diferentes. Com isso, é possível reduzir o tempo demandado para a formação de trens, tornando a cadeia de escoamento mais ágil e eficiente.
O terminal, que trabalha com uma equipe de 150 profissionais, possui três moegas rodoviárias para descarregamento de até 300 caminhões por dia e um armazém com capacidade para receber 40 mil toneladas de açúcar. Além disso, a unidade conta com uma tulha ferroviária que carrega simultaneamente dois vagões. As áreas fechadas que têm contato com o açúcar contam com um moderno sistema de proteção contra incêndio, por se tratar de um insumo altamente inflamável.

Investimentos

O projeto do Terminal Integrador Guará faz parte de um plano de negócio da VLI que prevê investimentos de R$ 4 bilhões no Corredor Centro-Sudeste, que interliga o interior de Goiás, o Triângulo Mineiro, a região de Ribeirão Preto (SP) e o Porto de Santos.
Os recursos estão sendo aplicados na construção de dois terminais intermodais, na ampliação do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), localizado em Santos, na compra de material rodante e em melhorias na infraestrutura da FCA.
Com a conclusão de todas as obras e a estabilização dos ativos, o sistema contribuirá para a retirada de aproximadamente 1.500 caminhões por dia das estradas com destino a Santos. O volume anual de cargas transportadas somente nessa rota também deve aumentar, passando de 7,5 milhões de toneladas para 19,8 milhões de t.

Sustentabilidade

Segundo um estudo feito pela própria VLI, o transporte ferroviário de carga proporciona uma redução significativa na emissão de CO2 na atmosfera na comparação com o transporte rodoviário. A pesquisa tomou como base a carga transportada pelos modais ferroviário e rodoviário entre o Terminal Integrador Araguari, no Triângulo Mineiro, e o Complexo Portuário de Tubarão, no Espírito Santo, e um relatório da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que indicou métodos para a quantificação de gases do efeito estufa nas duas modalidades de transporte.
Segundo o estudo, no caso dos trens, a emissão de CO2 na atmosfera para a mesma quantidade de carga transportada por caminhões tem redução de 38%. Isso quer dizer que, enquanto os veículos rodoviários expelem 60 mil t do gás por mês, nas rodovias entre o Triângulo Mineiro e o litoral capixaba o transporte ferroviário, com o mesmo volume carregado, emite apenas 37 mil t. São 22 mil toneladas de substância nociva ao meio ambiente a menos, mensalmente.

Fonte: tecnologistica

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